Mãos na Crucificação
14/07/2016 - 17h59 em Pastoral

Mãos na Crucificação

João 20.24 Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Disseram-lhe, então, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei. 26 Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! 27 E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. 28 Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! 29 Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. 30 Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

Temos neste texto a citação das mãos de duas pessoas, as primeira são as mãos daquele que foi crucificado, o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E as outras são as de um dos discípulos do Senhor Jesus, que naquele momento passava por uma fase de falta de fé (ou incredulidade). Pois, naquele momento, na sua natureza humana, duvidou do grande poder de Deus em vencer um dos nossos maiores inimigos, a morte. Nisso tudo temos que tomar muito cuidado em ficarmos criticando o Tomé, ao invés de aprendermos com essa história, que talvez já tenha sido a nossa história. Afinal, é indiscutível o fato de que Tomé nutria um grande amor pelo Senhor Jesus, mas que naquele período da morte de seu mestre preferiu ficar sozinho, diferentemente dos outros discípulos que se agruparam. E foi justamente por não estar junto aos outros, que ele não participou do momento da aparição de Jesus; o que podemos imaginar que, talvez, outros discípulos também poderiam ter duvidado da ressurreição de Cristo, se não estivessem naquele instante em que o Salvador se manifestou no meio deles.

Apesar de tudo, acredito que o principal desta história não é Tomé, com seus olhos e mãos sem fé, que exige a visão e o toque, ou seja, o uso dos sentidos naturais do ser humano. Na verdade, o principal são as mãos do Salvador: - que carregam as marcas que representam a injustiça humana (por ser Ele um inocente condenado pelos homens); - mãos que, também carregam a justiça de Deus, onde um homem (Jesus) é condenado, a fim de que os demais seres humanos que tinham as suas mãos sujas pelo pecado, agora sejam absolvidos, graças ao Cristo que voluntariamente se colocou como nosso representante; - e, acima de tudo mãos que carregam as marcas do amor (que eram os pregos da crucificação), pois o Filho de Deus foi dado, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16). O que para um homem, com falta de fé, seria uma prova necessária para ter total certeza de que se tratava da mesma pessoa que tinha morrido na cruz (que é colocar o dedo nas marcas, uma prova física); se manifesta como o imenso amor do Filho de Deus, mesmo para aqueles que duvidam dele.

Por fim, podemos perceber que nem todos os sentidos foram necessários para a prática da fé; pois Tomé não tocou, apenas viu e ouviu. E saiu de seus lábios uma das grandes afirmações de que Jesus é o próprio Deus: Senhor meu e Deus meu! (João 20.28). Desta forma, o discípulo foi grandiosamente abençoado pelo Senhor Jesus. Porém, ficou para outras pessoas que vieram a crer no Senhor Jesus (como para cada um de nós, hoje) que não viram, não ouviram e não tocaram (pelos sentidos naturais) o Senhor Jesus; uma grande promessa que saiu dos lábios do Salvador: Bem-aventurados os que não viram e creram (João 20.29). O homem natural precisa ver e tocar para crê, porém a fé é sobrenatural, e por ela vemos e tocamos o invisível.

Marcio Costa Daflon

 

Questões para compartilhar e aplicar em nossas vidas!

 

Texto base: João 20.24-31

a) De que maneira, este momento de falta de fé do discípulo Tomé, pode te ajudar no fortalecimento da sua fé?

b) Qual é a relação dos vv.30-31, com a afirmação do Senhor Jesus: Bem-aventurados os que não viram e creram (João 20.29).

 

 

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