Quinta-feira, 30 de junho de 2016 às 18:16 em Pastoral - Cartas de Amor
Carta de Amor 17 – O Aperfeiçoamento do Amor (1 João 4.17-21)

Carta de Amor

17 – O Aperfeiçoamento do Amor (1 João 4.17-21)

Deus, Nosso Pai, em seu imenso amor nos deu o Espírito Santo e a fé no seu Filho, Jesus Cristo. E desta forma, Ele permanece em nós, ao mesmo tempo que permanecemos nele. Assim, sua doce presença faz com que o amor seja aperfeiçoado em nós: Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo (1 João 4.17). Neste texto é possível refletir que o aperfeiçoamento do amor prepara os cristãos para terem tranquilidade e confiança nas circunstâncias mais importantes da vida; dentre elas o Dia do Juízo. O que significa que o fim dos tempos não é um evento para amedrontar ou encher o coração de incertezas. Pelo contrário, nos versículos seguintes temos algumas das afirmações mais famosas sobre o amor, e estas servem para fortalecer a prática do amor cristão neste mundo, assim como aumentar a coragem do cristão em viver com a certeza de que o fim dos tempos é o início da eternidade em Deus, graças ao sangue de Cristo que nos purifica do pecado. Estas afirmações são: “O perfeito amor lança fora o medo”; “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”; e, “Aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”. Então, vamos refletir neste contexto com o argumento de que quando o amor é aperfeiçoado em nós, automaticamente várias características negativas vão sendo eliminadas da nossa vida.

1 – O Amor elimina o medo: No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor (1 João 4.18). Acredito que dificilmente esta afirmação esteja se referindo a todo tipo de medo; pois os mais corajosos entre os seres humanos expressam algum tipo de medo. Porém, ao experimentar o amor de Deus, nenhum tipo de medo conseguirá roubar, permanentemente, a paz e a confiança do cristão. Até mesmo, porque possivelmente um tipo de medo que João pode estar se referindo, é o medo que alguém pode ter do próprio Deus e da punição que ele pode infringir às pessoas. Porque está escrito que o medo produz “tormento”, que também poderia ser traduzido como “punição” ou “castigo”; o que pode estar se referindo, também, ao v.17 quando afirma que o aperfeiçoamento do amor mantém a confiança quanto ao Dia do “Juízo” ou “Julgamento”. Por isso, é poderosa a afirmação de que Deus é amor, pois ao ser aperfeiçoado no amor, a pessoa se fortalece na certeza da graça de Deus em perdoar e dar uma nova chance. Ao contrário da imagem do Deus carrasco sempre pronto a castigar e punir, como muitos insistem em pintar. Mas, também, o aperfeiçoamento do amor livra o ser humano das incertezas quanto a sua própria conduta, onde diante de algum fracasso moral, ao invés de ver a boa mão de Deus perdoando e dando uma nova oportunidade, somente enxerga o tormento da morte eterna. Portanto, creio que é importante frisar que quanto mais a pessoa se aperfeiçoa no amor, mais conhecerá a doçura do amor de Deus que nos presenteia com a vida eterna; assim como verá a ação poderosa de libertação do pecado em sua própria vida. E de fato cada um pode experimentar o cumprimento da palavra: O perfeito amor lança fora o medo. Porque uma das coisas que o medo, também, afasta é o próprio amor, pois muita gente diante das decepções que experimentou ou viu outras pessoas passarem; resolveram deixar de viver o amor matrimonial ou a amizade; e assim por medo das decepções deixam de desfrutar da beleza da vida, com medo de que as coisas mais feias da humanidade se manifestem. Então, no aperfeiçoamento do amor teremos uma grande perspectiva de perseverança diante das adversidades da vida e, até mesmo do fracasso, enfrentando tudo com maior coragem; porque maior é, o nosso Deus, que está em nós do que o que está no mundo.

2 – O Amor elimina a ingratidão: Nós amamos porque ele nos amou primeiro (1 João 4.19). O Nosso Pai Eterno realmente é o amor em pessoa. Afinal, Ele ama às pessoas antes mesmo de ser amado por elas. De fato, em Deus se cumpre a palavra que diz que o amor não “procura seus interesses” (1 Coríntios 13.5). Então, o Senhor simplesmente nos ama, apesar da Igreja dar tanta “dor de cabeça” pra Ele; pois por amor aos filhos desobedientes, o Grande Filho de Deus, nosso Senhor Jesus, que apenas traz prazer ao Pai, foi condenado para que recebêssemos a salvação que nos liberta do pecado e nos justifica. Não sei que vantagem podemos dar ao Pai; mas com certeza, Ele nos deu todas as vantagens. E assim, o poderoso amor de Deus por nós elimina toda a ingratidão. Pois os Filhos de Deus correspondem a esse amor. O texto diz que: “Nós amamos por que Ele nos amou primeiro”; logo não está se referindo aos ingratos que apesar de receberem o amor, não correspondem a esse amor. A afirmação é clara em atestar acerca de pessoas que apesar das deficiências do amor humano, ainda assim, reconhecem a maravilhosa graça de Deus em amar pessoas que não o amam; e que, por consequência, são impactados por esse amor, simplesmente amando aquele que sem interesses, que sem receber qualquer vantagem, manifestou o seu verdadeiro e puro amor pela humanidade. E esse amor elimina a ingratidão, pois o verdadeiro povo amado de Deus, não apenas recebe o amor; eles, também, retribuem o amor que receberam do Pai. De uma forma tão poderosa, que esse amor é direcionado não apenas a Deus, mas a todo ser que é amado pelo Pai Eterno.

3 – O Amor elimina o ódio: Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê (1 João 4.20). Muita gente quer viver uma religiosidade de domingo, porém impessoal, isto é, sem aproximação com as pessoas. Por isso, as redes sociais caíram como uma luva pra muita gente; pois pode haver comunicação sem que haja relacionamentos com aproximação e responsabilidades; onde a pessoa teria que investir seu tempo e dinheiro. Ao mesmo tempo que possibilita uma maior irresponsabilidade; pois pessoas falam o que querem sem medir as consequências; se esquecendo que não estão falando de uma máquina, mas de pessoas de carne e o osso que estão em outro lugar, em frente a outra tela. Embora, quero afirmar que o problema não são as redes sociais, mas o indivíduo que faz mal uso delas. Da mesma forma existe uma perspectiva em muita gente de que se você apenas frequentar cultos, sem ter  uma aproximação e vida de serviço ao próximo, ou, então, ser “cristão” sem frequentar uma comunidade, vai fazer com que se evite “estresses” e possíveis contendas. O que quer dizer que a pessoa se isola antes que possa odiar alguém, devido às dificuldades que surgem nas relações pessoais. Nestes casos, realmente não existe ódio, mas também não existe amor; a palavra certa pra isso é omissão. Porque, afinal amar é uma grande aventura, com riscos de decepções e frustrações. Mas ainda assim é uma grande aventura com riscos que valem muito a pena. A afirmação de João, aquele que não ama a seu irmão, a quem vê , poderia ser traduzida como, aquele que não ama o seu irmão que tem visto, isto quer dizer que se refere a um contato constante e não apenas encontros de vez em quando. Avalie no seu coração se ao sair de um culto ou das reuniões da Igreja, você fica mais maravilhado com Deus ou indignado com os outros? Avalie se você fica extremamente fortalecido em anunciar o amor de Deus ou em criticar tudo e todos? Pois no fim pode ser que não ame a ninguém, tanto os de dentro, pois apenas vê as falhas; quanto os de fora, porque se alguém for conversar contigo somente vai ouvir murmuração, porém em nenhum momento sobre o grande amor de Deus. Clame pelo socorro de Deus, a fim de que seja livre do peso do ódio e experimente a leveza do amor.

Estas três coisas fazem parte do aperfeiçoamento do amor de Deus em nós. Que nos conduz a prática do mandamento maior que é “amar a Deus sobre todas as coisas e às pessoas como a nós mesmos”. Este mandamento é mais uma vez reafirmado neste contexto: Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão (1 João 4.21). O aperfeiçoamento do amor faz com que amemos nossos irmãos como a expressão de que de fato amamos a Deus. Livres do medo, livres da ingratidão, livre do ódio e livres para amar.

Marcio Costa Daflon

 

Questões para compartilhar e aplicar em nossas vidas!

Texto base: 1 João 4.17-21

a) Em 1 João 4.18 está escrito que “o perfeito amor lança fora o medo”. Qual o seu entendimento desta afirmação?

 

b) Imagine que você está conversando com alguém que não conhece o Senhor Jesus Cristo, e está pessoa pede para você explicar sobre o que significa a afirmação de que “nós amamos porque ele (Deus) nos amou primeiro”. O que você diria?

 

 

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