Carta de Amor 16 Amor e Fé no Poder do Espírito (1 João 4.13-16)
21/06/2016 - 12h12 em Pastoral - Cartas de Amor

Carta de Amor 16

Amor e Fé no Poder do Espírito (1 João 4.13-16)

            “Permanecer”, assim como “amar”, é uma das palavras mais presentes nas cartas de João. De fato, uma grande ênfase presente nesta carta é uma vida de intimidade e unidade entre Deus e a Igreja; onde nós permanecemos nEle e Ele permanece em nós. Logo, não adianta alguém dizer que foi salvo, se não continua vivendo em intimidade e em obediência a Deus. Assim como nenhuma pessoa pode dizer que é um eleito de Deus, quando não vive mais na fé e no amor do Pai. Porque as dádivas de Deus pra nós não são temporais, elas são eternas. E uma característica da eternidade é que ela não acaba, pelo contrário, ela permanece.

            Em 1 João 4.13 nós temos a revelação do porquê que permanecemos em Deus e Deus em nós: Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito (1 João 4.13). Este simples versículo é um dentre muitos espalhados pela Escritura que serve pra quebrar toda nossa arrogância e senso de superioridade sobre os outros. Pois permanecer em Deus não é uma obra da nossa inteligência ou de nossas atitudes. É uma obra totalmente exclusiva de Deus. É a mais pura graça; o que quer dizer que não é nosso mérito, nós apenas recebemos. Só existe um agente que nos faz ser eternamente a Igreja de Cristo, que é o nosso Deus que nos deu do seu Espírito. O Pai Eterno tem a sua própria casa; que é o seu povo escolhido, a habitação do Espírito. E da mesma forma nós também moramos em Deus porque permanecemos nele, e ele, em nós.

            A permanência do Espírito faz com outras coisas permaneçam em nossas vidas. E estas passam a ser características pessoais que cada um de nós temos, como a fé e o amor de Deus: E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo (1 João 4.14). Pela fé podemos ver o invisível e permanecer nesta visão: nós temos visto; e pelo amor de Deus temos a experiência pessoal que nos faz permanentemente testemunhar ao mundo sobre o amor encarnado: testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.

            De certo modo, temos a fé exemplificada no versículo seguinte: Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus (1 João 4.15). A fé é um presente que o Pai nos deu; e que somos ensinados a exercitar. Pela fé temos a certeza que o Senhor Jesus é o Filho de Deus. Porém, a fé cristã não consiste apenas em acreditar em algo; afinal, confessar a fé em Jesus Cristo é fruto do Espírito Santo. E uma das partes que compõem o fruto do Espírito descrito em Gálatas 5.22-23 é a fidelidade, que no texto original grego do Novo Testamento é a mesma palavra para fé. O que nos leva a concluir que quem tem fé em Jesus Cristo tem que ser fiel; e que somente o fiel é que, de fato, tem fé. Logo, fé e fidelidade são características de quem permanece em Deus e que tem Deus dentro de si.

O Espírito Santo, também, frutifica o amor em sua Igreja: E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele (1 João 4.16). Então, quem tem o Espírito Santo tem que ser uma pessoa amorosa, não apenas porque tem que seguir esse mandamento; mas, principalmente, porque é o que o Espírito Santo produz no coração humano. Assim, amamos porque, no poder do Espírito, reconhecemos e somos gratos pelo amor que recebemos de Deus: nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Amamos porque Deus é o amor em pessoa, uma pessoa que vive permanentemente dentro de nós, e que por consequência nos tornamos um só com Ele.

            Precisamos sempre nos lembrar que quem nos faz permanecer em Deus não somos nós mesmos, mas o Espírito Santo. Se estamos em Cristo, é pela obra do Espírito. Portanto, não é pelo fato de crermos em Cristo e vivermos o amor que permanecemos em Deus. Pois estas coisas são evidências e resultados presentes nas pessoas, que pela ação do Espírito, permanecem em Deus. E a verdadeira espiritualidade traz as características bem claras do Espírito Santo. Muita gente acha que ser espiritual se refere a forma que prestamos culto a Deus. Porém acredito que, normalmente, o nosso estilo de adoração (se somos barulhentos ou silenciosos) se refere muito mais ao nosso jeito de ser e da forma como fomos ensinados do que com a verdadeira espiritualidade. Afinal, ser espiritual é ter o Espírito Santo e buscar ser cheio dEle; é viver em humildade, pois quanto mais nós nos diminuímos diante de Deus, mais rápido Ele encherá nossa vida do seu Espírito (lembre-se que um copo pequeno fica cheio de água mais rápido do que um copo grande). Precisamos saber que ser cheio do Espírito, se refere mais ao nosso estilo de vida fora do templo do que ao estilo de adoração e pregação dentro do templo. E esse estilo de vida, também, não se refere ao nosso jeito de falar (como o “evangeliquês, por exemplo, que é aquele conjunto de palavras que somente nós entendemos, mas que muitas vezes não fazem o menor sentido pra quem não é crente; como chamar os outros de vaso, varão, varoa; falar se está no azeite ou no óleo; entre outros). Ser cheio do Espírito se refere muito mais ao que somos: ao servimos uns aos outros na vida em comunidade; na obediência a Deus nos relacionamentos entre maridos e esposas, pais e filhos, patrões e empregados; e, na fidelidade como anunciamos a mensagem de Cristo (Efésios 5.15-6.24). Portanto, ao habitar em nós, o Espírito Santo nos muda e nos molda para sermos fiéis e amorosos no nosso jeito de viver em sociedade.

Marcio Costa Daflon

 

Aplicação

 

a) Explique com base em 1 João 4.13-16 as características das pessoas que permanecem em Deus e que Deus permanece nelas.

 

b) João afirma em 1 João 4.16 que: “Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor”. O que você conhece acerca do amor de Deus e por que confia nesse amor?

 

 

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