Cartas de Amor 13 – Amor e Libertação na Casa de Deus (1 João 3.21-24)
16/05/2016 14:46 em Pastoral - Cartas de Amor

Cartas de Amor 13

Amor e Libertação na Casa de Deus (1 João 3.21-24)

               “Certa vez ouvi uma história de um casal de irmãos que foram passar as férias com o avô e tinham que ajudar nas tarefas domésticas. E naquele local havia um ganso que ficava perturbando o menino, até o ponto de que num dia o ganso deu uma bicada nele, e o garoto com toda a raiva acumulada deu um chute tão forte que o ganso caiu morto no chão. Então, com medo da punição, ele enterrou o ganso para que seu avô não ficasse sabendo do ocorrido. Porém, o garoto não contava com o fato de que sua irmã tinha visto tudo, e quando chegou o horário dela lavar a louça, ela ameaçou contar tudo ao avô; a fim de que o irmão fizesse o serviço no lugar dela. E assim ocorreu por quase uma semana, cada vez que o menino dizia que não faria o serviço, ela logo acusava: ‘olha o ganso’. Até que o menino cansado da situação, decidiu contar tudo ao seu avô. E este prontamente o perdoou, e perguntou ao neto o por quê de não ter lhe contado antes. O menino respondeu que tinha medo. Ao que avô respondeu que seus netos deveriam sempre confiar nele, e assim o abraçou. A partir daquele momento o menino não tinha mais medo das acusações da irmã e não precisava viver desconfiado na presença do avô. Agora ele estava livre das acusações e da culpa”.

Acredito que esta história ilustra um pouco o que está escrito em 1 João 3.21: Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus. O nosso Deus é um Pai amoroso que conhece todas as coisas, e não devemos ter medo dEle. Pois quando a Bíblia diz que devemos temer ao Senhor, não significa medo, mas respeito e reverência. Se for pra ter medo de alguém, que tenhamos do nosso próprio coração que insiste em nos enganar. Pois, o nosso Deus não é um carrasco pronto a castigar. Na verdade, Ele é um Pai bondoso pronto a perdoar um coração arrependido e que se esforça no caminho da obediência. E este caminho de arrependimento e obediência purifica o nosso coração, e nos conduz a experimentar a plenitude da presença doce e agradável do nosso bom Deus e Pai. Livres do sentimento de culpa, que ocorria devido as acusações externas e a condenação do nosso próprio coração. E outra coisa extremamente valiosa é a confissão dos pecados. A Bíblia diz pra confessarmos nossos pecados a Deus a fim de sermos perdoados (1 João 1.9) e confessarmos nossos pecados uns aos outros pra sermos curados (Tiago 5.16). O perdão vem direto de Deus, porém quanto a cura, o nosso Pai Eterno quer que sejamos instrumentos abençoadores um na vida do outro. Então, esse coração que não se condena tem a benção de se aproximar de Deus em oração, com liberdade e confiança.

O texto bíblico nos apresenta uma segunda bênção vivida por um coração que não se condena: e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável (1 João 3.22). A amizade traz o benefício de ser ouvido pelo Amigo; e ainda mais, que é ser atendido por Ele nos pedidos que são feitos. Mas precisamos entender que essa afirmação não significa que cada uma das nossas vontades serão atendidas pelo Pai Eterno, pois duas coisas essenciais precisam ser percebidas neste versículo. Que é o fato de que somos atendidos porque obedecemos os seus mandamentos e porque temos uma vida que agrada a Deus. Logo, podemos perceber que agindo assim, a pessoa estará vivendo em plena sintonia com Deus; compreendendo e se submetendo a vontade do Pai. E esta intimidade é tão grande que a pessoa confia totalmente em Deus, ainda que seja contrariada. O próprio Senhor Jesus experimentou isso antes da crucificação: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua (Lucas 22.42). A oração de Cristo foi atendida; porque, afinal, o seu pedido era que a vontade do Pai prevalecesse. De maneira semelhante, a Igreja é formada por pessoas que simplesmente confiam que o Pai Eterno tem o melhor preparado para cada um de nós. E assim, estas expressões lembram as palavras do Salmo 37.4-5: Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.

Uma vez que somos atendidos porque guardamos os mandamentos e agradamos o Pai; precisamos nos aperfeiçoar nos mandamentos: Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou (1 João 3.23). Crer no Senhor Jesus é um mandamento; e o texto deixa bem claro que a fé verdadeira é acompanhada do amor ao próximo. Logo, crer no Filho de Deus não é apenas um ato de acreditar na existência dEle e afirmar com os lábios que Ele é o Deus verdadeiro; pois, a afirmação verbal deve ser acompanhada de atitudes de amor em favor de cada pessoa. De certa forma, podemos dizer que o mandamento maior está presente aqui de um jeito bem explicativo. Porque amar a Deus sobre todas as coisas é viver a fé constante e inabalável no nome dEle; e, é amando uns aos outros que de fato confirmamos a nossa crença e o nosso amor ao Deus Todo Poderoso. Isto está em conformidade com o ensino da carta de Tiago: Já posso até ouvir um de vocês concordando: “Parece bom. Você toma conta da fé, eu cuido das obras”. Vamos devagar. Vocês não podem mostrar obras separadas da fé, assim como não posso mostrar minha fé separada das obras. Fé e obras, obras e fé encaixam-se como uma luva. Eu os escuto dizer que acreditam no único Deus, mas vocês ficam de braços cruzados, como se tivessem feito algo maravilhoso! Ótimo! Até os demônios fazem isso! Usem a cabeça! Separar fé e obras é afastar-se da vida. É um caminho de morte (Tiago 2.18-20 A Mensagem). Portanto, crer e amar devem caminhar juntos, são coisas inseparáveis. Uma pessoa que afirma crer em Jesus, mas não transforma esta fé em atitudes de amor; simplesmente tem uma fé demoníaca; que de certa forma pode até ser considerada pior do que os demônios, pois estes ao menos tem uma reação, que é tremer diante de Deus (Tiago 2.19). Enquanto, algumas vezes, alguém que afirma ter fé no Pai Eterno, infelizmente, é completamente indiferente e vive como se Deus não existisse.

               Mas graças a Deus, que por meio da obediência podemos viver a plenitude de uma nova vida com Deus e permanecer nEle. Como está escrito: E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu (1 João 3.24). E não somos apenas nós que permanecemos em Deus, mas também Deus permanece em nós. A obediência mostra um relacionamento de respeito, onde o Pai Eterno não está sendo desprezado em nossas atitudes diárias, pois permanecer em Deus vai muito além das experiências sobrenaturais e expressões de adoração. Como escreveu John Stott: Ninguém pode atrever-se a alegar que permanece em Cristo e Cristo nele, a menos que seja obediente aos três mandamentos fundamentais que João vem expondo, que são a fé em Cristo, o amor pelos irmãos e a justiça moral. “Permanecer em Cristo” não é uma experiência mística que qualquer homem pode alegar que tem; seus acompanhamentos indispensáveis são a confissão de Jesus como Filho de Deus vindo em carne, e uma vida coerente, de santidade e amor (I, II e III João – Introdução e Comentário).

               E a beleza de tudo isto, é que estas coisas somente são possíveis por causa do próprio Deus agindo em nós: “... E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (1 João 3.24). Somente o Espírito Santo é capaz de nos proporcionar este entendimento, como bem ensinou o Apóstolo Paulo: Por isso precisam compreender que ninguém que diz “Que Jesus seja maldito! ” pode estar falando pelo poder do Espírito de Deus. E que ninguém pode dizer “Jesus é Senhor”, a não ser que seja guiado pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12.3). Amados, que assim busquemos ser cheios do Espírito Santo, pois somente na plenitude do Espírito é que desfrutaremos da intimidade de Deus; permanecendo nele com toda a fé e amor ao próximo. Enquanto Ele, também permanece em nós, por meio da doce presença do Espírito Santo habitando dentro da gente. Afinal, nós somos a casa de Deus: Vocês não sabem que são santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; pois o santuário de Deus, que são vocês, é sagrado (1 Coríntios 3.16-17). Portanto, vamos cuidar muito bem da casa de Deus que somos nós mesmos, a Igreja de Cristo.

Marcio Costa Daflon

 

a) De que forma a oração respondida está relacionada à obediência (vv.21-22)? Como você tem visto essa verdade na sua vida?

b) “... E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (1 João 3.24). A casa de Deus não é a “Igreja” (paredes e teto), mas a Igreja (pessoas); onde o Espírito Santo permanece e habita. O que isso significa para você?

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