Cartas de Amor 12 O Amor é Generoso (1 João 3.17-20)
11/05/2016 11:42 em Pastoral - Cartas de Amor

Cartas de Amor 12

O Amor é Generoso (1 João 3.17-20)

Quem não permanece no amor, na verdade permanece na morte. E aquele que está morto, não colabora pela vida ao seu redor. Pelo contrário, muitas vezes acaba por favorecer a omissão; e sem perceber pode acabar lutando contra a generosidade e a solidariedade.

O amor, também, é uma vida de generosidade: Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? (1 João 3.17). Temos fortes tendências em querer amigos que nos trazem vantagens. Mas o desafio é justamente viver a amizade, principalmente, com aqueles que além de não trazerem vantagens financeiras, ainda podem depender da nossa compaixão. E é interessante, que a palavra traduzida como “coração”, literalmente significa “intestino”, “vísceras” ou “entranhas” (coração, pulmão, fígado, etc.); as entranhas eram consideradas como a sede das paixões mais extremas, tal como o ódio e o amor (Dicionário Strong). Quer dizer que o amor de Deus, quando permanece em nós, mexe com todo o nosso interior. De tal forma que, experimentamos uma comunhão tão profunda, que a dor dos outros são sentidas nos nossos órgãos vitais. E é importante destacar, que neste contexto não temos que ficar julgando os outros com generalizações de que ninguém ajuda ninguém e etc. Pois se uma pessoa seguir literalmente as ordens de Jesus, muitas vezes não vamos saber o quanto elas são misericordiosas e generosas, como o próprio Senhor Jesus disse: Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará (Mateus 6.2-4). Nisto tudo, temos também que tomar cuidado para que a ação de tantos oportunistas e preguiçosos ao nosso redor (alguns dentro da própria Igreja) venham a se transformar em desculpas para fecharmos o nosso coração.

Amados, creio que acima de tudo devemos fazer nossa parte. Como a Bíblia ensina: Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade (1 João 3.18). Tomando cuidado para não ficarmos apenas julgando os outros; pois isso, pode ser o amor apenas na língua, na teoria. Quando diz que devemos amar de “fato”, a palavra literal é “obra”; quer dizer que o amor não é puro sentimentalismo, ele é atitude. Assim como, o amor não é algo abstrato ou intocável como alguns podem falar; pelo contrário, o amor é a força mais concreta, prática, visível e verdadeira desta vida. Afinal, Deus é Amor.

E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranquilizaremos o nosso coração (1 João 3.19). Uma das coisas que cresci ouvindo, é que o cristão tem que ter certeza da sua salvação. E creio que isto é de grande importância, porém, eu tenho a impressão de que muitos afirmam a certeza da salvação apenas da boca para fora, a fim de não serem repreendidos como crentes fracos. Ao mesmo tempo que alguns nos dão a entender que afirmam isso apenas pelo simples fato de serem membros da igreja; ou porque um dia foram batizados, embora não vivam mais em comunhão com Cristo e seu povo. E aqui, nesta carta de João, temos algumas características básicas daqueles que certamente são salvos. A primeira é a prática do amor a Jesus Cristo, que nos conduz a amar uns aos outros. E percebam o seguinte, não estou dizendo que essas coisas nos salvam, mas que elas apenas fortalecem a verdade no nosso coração; trazendo a certeza de que já somos salvos. A salvação vem antes das nossas boas obras; ela é pura graça, um favor de Deus que nós não merecemos. Isto está em conformidade com Efésios 2.8-10: A salvação foi ideia e obra dele. Nossa parte em tudo isso é apenas confiar nele o bastante para permitir que ele aja em nossa vida. É um imenso presente de Deus! Não somos protagonistas nessa história. Se fosse o caso, andaríamos por aí nos vangloriando do que fizemos. Não! Nada fizemos, nem nos salvamos. Deus faz tudo e nos salva. Ele criou cada um de nós por meio de Cristo Jesus, e a ele nos unimos nessa obra grandiosa, a boa obra que ele deseja que executemos e que faremos bem em realizar (Bíblia A Mensagem). Logo, são com atitudes amorosas, como constantemente lutar contra o ódio no coração e viver uma vida de generosidade, que faz com que o nosso próprio coração se tranquilize diante de Deus. Pelo fato de que temos a certeza que somos da verdade, ou seja, que somos filhos do nosso Pai Eterno. Este verbo tranquilizar, vem literalmente de convencer, persuadir ou confiar. Quer dizer que a certeza da salvação não é simplesmente uma coisa que acontece com a gente na conversão, mas que é fortalecida e conhecida numa vida constante de amor ao próximo; que é a expressão prática do amor a Deus. E isto nos conduz a uma segunda característica básica dos que tem a certeza da salvação. Que é a cura que vem do próprio Pai Eterno, diante das autocríticas, das inquietações, da insegurança e ansiedade do nosso próprio coração. Porque diante do fato de que a salvação é pura obra de Deus; as nossas boas obras não são o bastante para tranquilizar e cessar a culpa no nosso coração: Pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas (1 João 3.20). E nesta reflexão gostaria de ir além da tranquilidade que o Pai nos concede por meio de práticas devocionais como oração, leitura bíblica, louvor e jejum. O que, de fato, são práticas extraordinárias e poderosas. Porém, observemos que ao nosso redor, muitos querem receber de Deus a cura para as suas inquietações, ficando apenas de forma passiva; esperando que os outros o sirvam. Querem receber, e se omitindo no doar. Porém, são nas expressões de amor ao próximo que o Pai tranquiliza o nosso coração. Quantas vezes me aproximei para ajudar ou consolar pessoas em situações terríveis e desesperadoras, e logo pude ver a boa mão de Deus animando a minha vida e de outros, mesmo diante de situações desoladoras. Onde as próprias pessoas ao qual fui levar algum consolo e ânimo, foram justamente elas que no poder de Deus, me consolaram e animaram no Senhor. Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. O nosso Pai Eterno fala diretamente ao nosso coração, curando nossas ansiedades, nossas inquietações e inseguranças. E é justamente por conhecer todas as coisas, que Ele, também, fala por meio de nossos irmãos. Temos que saber que são nas atitudes que se cumpre a promessa do Senhor Jesus, que foi citada por Paulo aos irmãos em Éfeso: Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’ " (Atos 20.35).

            Amados, o Pai Eterno, pode falar conosco em meio ao isolamento e reclusão, quando nos afastamos simplesmente questionando que os outros não nos amam. Porém, normalmente, esta voz é ouvida no meio das pessoas que servimos; quando não ficamos apenas passivamente esperando ser amados; pelo contrário, quando estamos ativamente vivendo o amor: aí então, é que poderosamente ouvimos a voz do nosso Pai, dizendo que somos filhos amados, que Ele nos conhece e nos consola. Como diz o Salmo 42: Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus (NVI). Irmãos, devemos saber que esperar em Deus não é ficar parado. Na verdade é buscar estar no lugar, onde o Pai Eterno também está.

 

Marcio Costa Daflon

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