Cartas de Amor 11 Amor x Ódio (1 João 3.11-18)
11/05/2016 11:38 em Pastoral - Cartas de Amor

Cartas de Amor 11

Amor x Ódio (1 João 3.11-18)

            Amar é o mandamento. E o amor do Pai Eterno é a mensagem central de toda a Escritura Sagrada. “Deus é amor”, “Deus amou o mundo”, “ame a Deus sobre todas as coisas e ame o próximo como a si mesmo”. Estas palavras estão entre as mais citadas de toda a Bíblia Sagrada. Elas são continuamente relembradas, justamente por causa de nossa relutância em vivê-las plenamente; pois é muito difícil para um coração pecador viver a perfeição do amor. E aqui, mais uma vez o mandamento é enfatizado: Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros (1 João 3.11). Muitas vezes discordamos uns com os outros, por causa de tradições ou inovações; e temos diante de nós aquilo que é a maior tradição da igreja, assim como sua maior inovação: amar uns aos outros. Isto é tradição porque aprendemos desde o princípio; e inovação porque tem que voltar a ser praticada quando nos arrependemos de nossa desobediência.

            O amor tem que ser um estilo de vida para o cristão. Afinal, um dos propósitos da Bíblia é de nos aperfeiçoar nesta conduta; e para isso os erros da humanidade e suas consequências são colocados às claras, a fim de que não tropecemos no engano. Isto foi revelado na história dos irmãos Caim e Abel: não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas (1 João 3.12). Este versículo é a exemplificação prática de 1 João 3.10: Vou dizer como diferenciar entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, tampouco quem não ama seu irmão. Simples assim (Bíblia A Mensagem). Caim é um exemplo de filho do diabo; por isso está escrito que ele era do maligno e que suas obras eram maldosas. Este ponto revela a triste história da humanidade, pois o primeiro assassinato ocorreu entre irmãos. E o motivo nos ensina que devemos tomar muito cuidado com nossos sentimentos ruins. Afinal, o primeiro homicídio ocorreu por causa do ódio de Caim contra Abel, motivado pela inveja, diante do simples fato que seu irmão era bom e obediente a Deus. Portanto, o nosso Pai nos alerta em toda a Escritura quanto ao perigo que nos ronda, assim como foi dado a Caim a oportunidade de dominar seus maus desejos: Mas o Eterno disse a Caim: 'Por que toda essa indignação? Por que você está irritado? Se você agir de maneira correta, será aceito. Mas, se não agir direito, o pecado está à sua espera, pronto para atacá-lo. Está bem perto e pode agarrá-lo, mas você é quem deve dominar o pecado' (Gênesis 4.6-7 Bíblia A Mensagem). Gostaria de ressaltar duas coisas que o Espírito Santo frutifica em nós, que são a mansidão e o domínio próprio. Desta forma, aquele que tá enfiado no ódio e na desobediência, precisa se esforçar e fazer sua parte. Precisa crer no amor e no poder de Deus. Tem que assumir o domínio de seus atos. Pois, se não for assim, vai se complicar ainda mais, tornando-se semelhante a Caim, odiando os que têm se esforçado numa vida de pureza e justiça. Os que alimentam isso acabam vivendo de maneira semelhante aos inimigos da igreja. Como está escrito: Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia (1 João 3.13). Quer dizer, não fiquem achando que isso é uma coisa anormal. Que é algo que nos deixariam surpresos, admirados ou pasmos diante disso tudo.

Muitos cristãos têm entrado em guerras desnecessárias com indivíduos da sociedade que são opostos à nossa fé. E de fato temos que nos opor a tudo que se opõe a Deus. Porém, sem jamais esquecer que a coisa mais importante que o nosso Pai Eterno nos manda fazer, é amar as pessoas. Pois como alvos da missão de Deus no mundo, muitos irão se tornar nossos irmãos. E é maravilhoso o decreto de vida que está escrito em 1 João 3.14: Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Amados, percebam a dádiva: passamos da morte para a vida. Isto é precioso demais pra ficarmos descendo ao baixo nível do ódio (seja na cobiça, na indiferença ou na vingança). Esta dádiva tem que nos despertar para a misericórdia. A misericórdia corajosa, que não se cala e não se acovarda quando vê o irmão se afundando nas artimanhas do maligno. Nós estamos vivos porque somos amados pelo Pai Eterno e porque também amamos. O oposto disso é a própria morte. O nosso corpo está vivo porque tem um coração batendo; da mesma forma o nosso espírito está vivo porque tem um “coração” (sede do intelecto e das emoções) batendo. Não é por acaso que o coração é o símbolo tanto do amor quanto da vida.

Quem não vive o amor, é apenas um “zumbi” (um morto que anda). E nestes casos, os mortos matam: Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si (1 João 3.15). Aquele que odeia é um assassino, não apenas porque tem potencial para chegar a este ponto, como aconteceu com Caim. Mas, principalmente, porque espalha um ambiente de morte ao seu redor: matando relacionamentos de amizade; matando esperanças; assassinando a paz e a alegria; e, enterrando o amor e a misericórdia numa cova bem profunda. Perceba que a graça de Deus não veio ao mundo para nos liberar para o mal, mas para nos libertar do mal. Não veio trazer facilidades, pois se antes de Jesus Cristo um adúltero era um homem que se deitava com uma mulher e assassino era quem tirava, de fato, a vida física de uma pessoa. Hoje, em Cristo, temos a certeza que um homem que pensa numa mulher de maneira impura, é um adúltero; e quem odeia o seu irmão é assassino. Estes ensinos são maravilhosos porque nos estimulam a acabar com o mal quando ainda está apenas dentro de nós. E isso é graça.

Mas ao refletir nisto, alguém pode perguntar: Quem poderá se salvar? E a resposta é que somente é possível pela pura graça de Jesus Cristo. Como está escrito: Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos (1 João 3.16). Assim, todo o bem que devemos fazer; não é para sermos salvos, mas porque já somos salvos e devemos ser agradecidos ao grande amor do Senhor Jesus. E essa gratidão conduz o cristão a se doar aos outros, assim como nosso Senhor se doou por nós.

O amor, também, é uma vida de generosidade: Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? (1 João 3.17). Temos fortes tendências em querer amigos que nos trazem vantagens. Mas o desafio é justamente viver a amizade, principalmente, com aqueles que além de não trazerem vantagens financeiras, ainda podem depender da nossa compaixão. E é interessante, que a palavra traduzida como “coração”, literalmente significa “intestino”, “vísceras” ou “entranhas” (coração, pulmão, fígado, etc.); as entranhas eram consideradas como a sede das paixões mais extremas, tal como o ódio e o amor (Dicionário Strong). Quer dizer que o amor de Deus, quando permanece em nós, mexe com todo o nosso interior. De tal forma que, experimentamos uma comunhão tão profunda, que a dor dos outros são sentidas nos nossos órgãos vitais. E é importante destacar, que neste contexto não temos que ficar julgando os outros com generalizações de que ninguém ajuda ninguém e etc. Pois se uma pessoa seguir literalmente as ordens de Jesus, muitas vezes não vamos saber o quanto elas são misericordiosas e generosas, como o próprio Senhor Jesus disse: Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará (Mateus 6.2-4).

Por isso, amados, creio que acima de tudo devemos fazer nossa parte. Como a Bíblia ensina: Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade (1 João 3.18). Tomando cuidado para não ficarmos apenas julgando os outros; pois isso, pode ser o amor apenas na língua, na teoria. E o amor não é algo abstrato ou intocável como alguns podem falar; pelo contrário, o amor é a força mais concreta, prática e visível desta vida. Afinal, Deus é Amor.

 

Marcio Costa Daflon

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