2 - O PÃO DA VIDA
13/03/2018 13:08 em Série: JESUS, O EU SOU

JESUS, O EU SOU

2 – O PÃO DA VIDA (João 6.26-58)

            O pão representa todo tipo de alimento. E é graças ao alimento que podemos viver, crescer e ter força no nosso corpo. E, se gostamos tanto de viver esta vida cheia de limitações, que nos deixa sempre apreensivos diante de tantos temores; quanto mais deveríamos desejar a vida eterna, que é perfeita e segura. O difícil é investir a vida, principalmente, no que é duradouro, se o coração ficar centrado somente no aqui e agora.

O ensino em que o Senhor Jesus se apresenta como o Pão da Vida, aconteceu logo após a multiplicação dos pães e peixes. Sendo assim, aprendamos com o Mestre: Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhes digo que vocês estão me procurando não porque viram sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos.  Trabalhem, não pela comida que se estraga, mas pela que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem dará a vocês; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo (João 6.26-27). “Há o perigo de uma pessoa seguir Jesus por causa do pão que perece ou, o contrário, que é não seguir Jesus por causa do pão que perece”. No primeiro caso a pessoa está focada apenas nas coisas que Jesus pode dar, enquanto o segundo entende que se comprometer com Cristo significa um atraso na busca para obter uma vida bem sucedida e cheia de fartura. O milagre da multiplicação dos pães e peixes (João 6.1-15) foi um ato da bondade de Cristo, por pura misericórdia e amor com a multidão de pessoas. Mas Jesus fez questão de afirmar para as pessoas que o procuraram que embora o alimento seja de extrema importância, não é o bastante; que eles deveriam trabalhar por uma comida que não se estraga e que permanece para sempre. O milagre não era o elemento mais importante em toda esta história; porque mesmo sendo um poderoso sinal, o principal nisto tudo é aquele que fez o milagre, e não o milagre em si, pois o sinal serve para apontar para o propósito principal. Outra coisa, para refletir, é que o Senhor está ensinando o equilíbrio que a Igreja precisa ter quanto à pregação do Evangelho e a obra social. Jesus ensina de forma bem simples uma coisa que a Igreja complica. Se alimentar do Pão da Vida é a parte mais importante que deve ser observada, pois alimenta por toda a eternidade, mas essa busca não pode desprezar a necessidade que as pessoas têm do pão comum, pois o alimento é essencial para a vida. Observar apenas uma destas coisas pode fazer da Igreja apenas um povo religioso insensível ou apenas uma ONG (que muitas vezes são boas demais para a sociedade nestes dias, mas que não apresentam esperança quanto à eternidade). A Igreja tem que ser o corpo vivo de Cristo vivendo com bondade e amor numa sociedade decadente tanto espiritualmente quanto socialmente.

Precisamos abrir o coração para a obra de Deus: Então lhe perguntaram: — Que faremos para realizar as obras de Deus?  Jesus respondeu: — A obra de Deus é esta: que vocês creiam naquele que ele enviou. Então eles disseram: — Que sinal o senhor fará para que vejamos e creiamos no senhor? O que o senhor pode fazer?  Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: “Deu-lhes a comer pão do céu” (João 6.28-31). A obra de Deus é crer em Cristo. Que não significa apenas acreditar que Ele existe e é o Ungido de Deus, mas acreditar em tudo que Ele revelou. É crer tanto nele em pessoa, como acreditar em seus ensinos e o seguir. Em resumo, esta é a obra de Deus. E com a pergunta que fizeram a Jesus, nós podemos perceber o problema de quem quer se beneficiar do poder de Deus sem dar a devida importância aos propósitos dos sinais de Deus. Pois o povo o reconheceu como profeta e queriam coroar Jesus como rei depois que Ele multiplicou os pães e os peixes (João 6.14-15). Porém, um tempo depois o Senhor os confrontou pelo fato de o seguirem por causa do pão que se estraga. Então eles resolveram perguntar ao Senhor sobre qual sinal Ele faria para que acreditassem nele. Esta atitude mostra que os que querem viver apenas pelas coisas sobrenaturais, se tornam dependentes destas coisas. E por incrível que pareça, acabam caminhando rapidamente para incredulidade, mesmo que tenham visto coisas extraordinárias. O povo de Israel na caminhada no deserto depois de serem libertos do Egito foi um exemplo disso, pois bastava uma dificuldade que vários deles começavam a murmurar contra Deus e Moisés, mesmo que em tão pouco tempo tinham presenciado o grande poder e os sinais de Deus sobre o Egito.

Estas coisas mostram a dificuldade da humanidade em dar glória a Deus em tudo: Jesus lhes disse: — Em verdade, em verdade lhes digo que não foi Moisés quem deu o pão do céu para vocês; quem lhes dá o verdadeiro pão do céu é meu Pai.  Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. Então lhe disseram: — Senhor, dê-nos sempre desse pão (João 6.32-34). Este é o perigo de dar ao homem a glória que é exclusiva a Deus. Pois, estavam dando a Moisés uma glória que ele mesmo não buscou em seus dias, pois sempre deu todo crédito para o Eterno. E, também, Jesus está ensinando que o maná era uma comida vinda do céu que apontava para o Verdadeiro Pão que desceu do céu e que alimenta eternamente, que é o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

O Pai em sua misericórdia deu a comida que alimentou Israel no deserto (o maná), mas agora está dando o Pão da Vida Eterna: Jesus respondeu: — Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede. Porém eu já disse que vocês não creem, embora estejam me vendo (João 6.35-36). Quem vai a Cristo experimenta plenitude de vida. Jesus é o alimento permanente que sempre prevalece. Ele é o único que satisfaz e sustenta por toda a eternidade. E na sua bondade ocupa a sua vida na missão amar pessoas que duvidam dele, a fim de liberta-las do poder opressor do pecado.

O Senhor Jesus é nossa única certeza e garantia de salvação: Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.  Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.  E a vontade de quem me enviou é esta: que eu não perca nenhum de todos os que ele me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.  De fato, a vontade de meu Pai é que todo aquele que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia (João 6.37-40). Se vamos fazer uma caminhada, precisamos estar bem alimentados de algo que nos sustenta, pra não desmaiarmos e ficarmos pelo meio do caminho. Jesus é o alimento que produz a perseverança necessária para essa fascinante aventura que é a caminhada do cristão para a vida eterna. A garantia da salvação eterna não é a nossa força, mas o próprio Cristo agindo em nós, produzindo todo poder espiritual necessário para uma vida de santidade. De maneira que Jesus é a única garantia que temos: Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora (João 6.37). Podemos ter a certeza da salvação porque o poder vem do Pão da Vida, Jesus Cristo; e não de pecadores mortais, como nós mesmos. Qual a nossa parte nisto tudo? Apenas se alimentar do Pão que jamais acaba e nos sustenta eternamente. Porque Jesus nos ensinou sobre a obediência e submissão que Ele teve quanto à vontade do Pai, da qual todos nós fomos beneficiados. Por isso, que não temos na vida cristã outra opção a não ser a submissão com total obediência a Deus. Porque somente assim é que vencemos. O mortal não tem como ensinar o Eterno como é que as coisas devem ser.

            A mensagem do Evangelho é difícil de ser aceita pelo homem em sua natureza: Então os judeus começaram a murmurar contra ele, porque tinha dito: “Eu sou o pão que desceu do céu.” E diziam: — Este não é Jesus, o filho de José? Por acaso não conhecemos o pai e a mãe dele? Como é que ele agora diz: “Desci do céu”? (João 6.41-42). De fato é uma grande dificuldade para o ser humano pecador enxergar as coisas celestiais. A fala dos homens dá a entender que eles não conheciam a história da origem divina do Senhor Jesus, sendo gerado pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria. Possivelmente, devido à incredulidade, o conhecimento disso poderia endurecer ainda mais seus corações, levando-os a zombarem da origem humana do Messias. Por isso, que o convencimento da verdade divina somente pode ser feita pelo Espírito Santo. O homem fala aos ouvidos, mas o Espírito é que alcança os corações.

Então o Senhor ensina que a salvação é uma obra exclusiva de Deus: Jesus respondeu: — Não fiquem murmurando entre vocês.  Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: “E todos serão ensinados por Deus.” Portanto, todo aquele que ouviu e aprendeu do Pai, esse vem a mim. Não que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que vem de Deus; este já viu o Pai (João 6.43-46). Na obra de Deus a nossa participação primeiramente é passiva: Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. E somente depois da ação do Pai é que nos tornamos ativos quanto à santificação: Portanto, todo aquele que ouviu e aprendeu do Pai, esse vem a mim. Afinal, como é que vamos a Jesus? Porque o Pai nos envia ou por que ouvimos e aprendemos do Pai? Creio que o ensino de Jesus deixou bem claro a ordem das coisas, assim como o porquê do ser humano em um determinado momento da vida tomar a decisão de seguir a Cristo, ouvindo e aprendendo com o Pai. Simplesmente isso acontece porque primeiro o Pai nos trouxe ao Filho e a consequência maravilhosa dessa obra, que Deus começou e não nós, é que cada cristão de maneira consciente volta toda a sua vida para Cristo. O “portanto”, na afirmação de Jesus ensina muita coisa, pois aponta para a realidade que somente ouvimos e aprendemos do Pai, por causa da atitude dEle em nos levar a Cristo, o Pai nos capacitou para isso. Porque o Evangelho requer que usemos o nosso cérebro: ouvir e aprender. Por isso, somos encorajados a buscar o conhecimento de Deus em sua Palavra constantemente. Porém, é bem claro que tudo começa em Deus, como disse Jesus: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, eu os escolhi e os designei para que vão e deem fruto, e o fruto de vocês permaneça” (João 15.16). E o apóstolo João: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 João 4.19).

            Graças a Deus acreditamos nas palavras de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: — Em verdade, em verdade lhes digo: quem crê em mim tem a vida eterna.   Eu sou o pão da vida.  Os pais de vocês comeram o maná no deserto e morreram.  Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça.  Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente. E o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne (João 6.47-51). Jesus deixa claro sobre a necessidade de crer nele e os benefícios da vida com Ele. Porque nem mesmo o pão de milagres resolve os problemas e dilemas do ser humano. Os milagres de cura e de alimento trazem uma solução provisória, porém o Pão da vida é a solução permanente. Jesus iniciou o ensino sobre o Pão da vida, dando como exemplo o pão que se estraga, e que até mesmo o pão que Ele multiplicou, é um pão que se estraga. E para reforçar a ideia, Jesus fala sobre o maná, que foi a comida vinda do céu, a qual Deus providenciou miraculosamente para alimentar o seu povo por 40 anos na caminhada no deserto. O que quer dizer que tomando, como exemplo, duas ocasiões em que Deus de maneira extraordinária alimentou pessoas, Jesus ensina que nem mesmo o pão de milagre sacia o ser humano por completo. Que o alimento comum, mesmo sendo essencial para o nosso sustento físico, não resolve o nosso problema para sempre. E acredito que nós já sabemos disso, principalmente de que será inútil no dia da nossa morte. Porque o Pão da Vida eterna é somente um, e sabemos que o seu nome é Jesus. Por que então muitos colocam o Pão Eterno num plano inferior na vida? Creio que é por falta de ouvir e aprender com o Pai.

Marcio Costa Daflon

1 – Leia João 6.26-27 e medite. O que você entendeu e aprendeu com este ensino do Senhor Jesus?

2 – Leia João 6.47-51. Porque Jesus é o “Pão da Vida”?

3 – Qual é a principal razão pela qual você segue Jesus? Você pode descrever brevemente como foi o momento que começou a segui-lo?

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