Cartas de Amor 9 - Amor e Esperança - 1 João 3.1-6
20/04/2016 14:52 em Pastoral - Cartas de Amor

Cartas de Amor 9

Amor e Esperança - 1 João 3.1-6

O amor de Deus, por nós, é simplesmente extraordinário: Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo (1 João 3.1). A expressão vede que grande amor retrata, justamente algo completamente fora do comum. Como escreveu John Stott: “Que grande”, significava originalmente “de que país”. É como se dissesse que o amor do Pai é tão diferente do amor terreno, tão estranho para este mundo, que ele indaga de que país poderá ter vindo (1, 2 e 3 João – Introdução e Comentário). Este amor sobrenatural fez com que o Pai Eterno nos adotasse como filhos, com direito a toda a herança e uma vida eterna com Ele. E este texto confirma junto com João 1.12-13, que ser filho de Deus não é uma condição natural do ser humano: Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. Assim, uma vez que fomos adotados como filhos de Deus, passamos a buscar intensamente e a conhecer intimamente o Senhor Jesus. E não adianta viver numa neurose, achando que nossas crenças serão facilmente aceitas no mundo, ou que as pessoas têm que admitir e pronto. A própria Bíblia deixa bem claro, que quem não conhece a Cristo, não vai compreender as atitudes de fé de quem o conhece e o recebeu como Senhor.

Os filhos de Deus sabem em quem acreditam e vivem pra Ele. Afinal toda a esperança está no Senhor Jesus e no retorno dele. E aqui temos algumas características desta enorme expectativa que temos, enquanto esperamos:

1) No futuro – Vermos a Deus e nos tornarmos semelhantes a Ele: Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é (1 João 3.2). Não sabemos todos os detalhes de como será a nossa vida quando o Senhor Jesus retornar, mas temos algumas pistas em toda a Bíblia. Neste texto, temos a indicação de que veremos a Deus tal como Ele é. Isto quer dizer que veremos fisicamente o Senhor Jesus, pois Ele é a imagem de Deus que podemos enxergar: Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Colossenses 1.15). Embora, acredito que este ver a Deus, vai além de apenas admirá-Lo fisicamente; creio que pode ser, também, o fato de que iremos compreendê-Lo de uma maneira de que a nossa visão e mente contaminados pelo pecado nos impede. E esta visão nos conduzirá a outra promessa que esperamos, que é sermos semelhantes a Ele. Nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus, mas quando nós escolhemos pecar, esta semelhança ficou distorcida; por isso vivemos na esperança de que o senhor consertará todas as coisas. Ser semelhante a Deus, quer dizer que teremos um espírito totalmente purificado do pecado e um corpo semelhante ao do Senhor Jesus após a sua ressurreição.

2) No presente – A certeza da Esperança Cristã tem efeitos poderosos no presente. Pois com base nesta esperança, o cristão almeja e se esforça por uma pureza moral em nossos dias: E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro (1 João 3.3). Uma vez que uma característica essencial da purificação é se afastar do mal; logo, se purificar é se apegar ao bem. Ser puro, vai muito além de ser apenas correto nas atitudes, mas é ser misericordioso, bom e amoroso tanto no coração quanto nas atitudes. E o oposto desta pureza é o pecado: Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu (1 João 3.4-6). O pecado, que literalmente significa “errar o alvo”, é descrito aqui como transgressão da lei, que literalmente no texto original significa “ausência de lei”. Pecar é desprezar as leis de Deus e viver sem lei. Assim, além da pureza moral, a esperança cristã, também, almeja e se esforça no afastamento da prática do pecado. E a promessa do Senhor Jesus, iniciada na sua primeira vinda e que se completará na sua volta, é que “ele se manifestou para tirar os pecados” (v.5). E enquanto ele não volta, existe a certeza de que quem está em Cristo, ainda que seja um pecador, “não vive pecando”.

Algo que precisamos dar um grande destaque, é que nada é centrado no ser humano. O que nos motiva a uma vida de pureza, sem pecado, é que nossa esperança está centrada em Jesus Cristo. Vamos amar porque o Pai nos dá o seu grande amor (v.1); viver na esperança porque Jesus se manifestou (v.5) e se manifestará novamente (v.2); ser puros porque Jesus é puro (v.3); se afastar do pecado porque em Jesus não há pecado (v.5); e assim permanecer em Jesus (v.6). Embora, está escrito que um dia “seremos semelhantes a ele”, porque “veremos como ele é”; não quer dizer que tudo isso é apenas para o futuro, pois hoje mesmo com os olhos da fé podemos ver a Deus e conhecê-lo; o Deus que é invisível, mas que existe de fato. E é por vê-lo e conhecê-lo que temos a certeza que vale a pena jogar os pecados para bem longe de nós (v.6).

Acredito que a conclusão de tudo isto, é que somente a resposta amorosa que damos diante do amor de Deus é capaz de nos manter firmes na esperança. E uma grande arma para não vivermos pecando, não é viver apenas obcecado pelo mal que não podemos fazer, mas se esforçar em praticar o amor que este mundo necessita. Portanto, gostaria de fazer um resumo bíblico para o caminho da pureza, que é obedecer a Deus na prática dos dez mandamentos (Êxodo 20.1-17); viver o grande mandamento (amar a Deus e às pessoas – Mateus 22.37-39); obedecer o chamado de Deus na grande comissão (evangelizar, batizar e discipular – Mateus 28.19-20); e, viver o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22-23). Estas são características básicas e essenciais nesta vida de pureza. Muito mais do que pensar no mal que não podemos fazer, devemos amar a Cristo se empenhando no bem que devemos ser.

Marcio Costa Daflon

Aplicação (1 João 3.1-6):

a)    O que significa ser filho de Deus? Que esperança os filhos de Deus têm?

 

b)    O que João quis dizer nos vv.6 e 10 quando diz que um cristão não peca?

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