Cartas de Amor 6 - O Amor é Eterno - 1 João 2.15-17
29/03/2016 08:05 em Pastoral - Cartas de Amor

O Amor é Eterno - 1 João 2.15-17

“Amar ou não amar o mundo”. Esta é uma reflexão muito importante, porque mostra que palavras fora de seu contexto podem ser interpretadas equivocadamente. A Bíblia Sagrada ensina sobre o imenso amor que Deus tem pelo mundo: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Enquanto a própria Bíblia ensina que não podemos amar o mundo: Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 João 2.15). É claro, que estes dois textos estão em perspectivas diferentes, pois não há contradição no texto bíblico. Uma explicação bem clara foi feita por John Stott: “...o mundo tem conotação diferente nestes versículos. Visto como pessoas, o mundo deve ser amado. Visto como um mau sistema, organizado sob o domínio de Satanás e não de Deus, não deve ser amado. A segunda explicação é que é o verbo ‘amar’, e não o seu objeto ‘o mundo’, que tem um diferente matiz de significado. No primeiro caso, é ‘santo amor de redenção’, no outro, é ‘o amor egoísta de participação’ (Alford). O primeiro visa a ‘salvar a pessoa do pecador’; o segundo, a ‘participar do seu pecado’ (Ebrard) – (1, 2, 3 João – Introdução e Comentário). Então, podemos deduzir que “não amar o mundo e nem o que há no mundo” , tem o sentido de não se apegar e não participar do sistema maligno e oposto a Deus que impera no mundo. De maneira que em João 3.16, o Nosso Deus ama as pessoas do mundo com o propósito de redimi-las e salvá-las; enquanto em 1 João 2.15, somos ordenados a não amar o mundo, por causa da nossa tendência oposta a de Deus, em não manifestar o verdadeiro amor salvador para as pessoas e ainda sermos obcecados e apegados em seguir suas atitudes pecadoras. O que quer dizer que se nós amarmos as coisas que as pessoas do mundo fazem, mas que são detestáveis aos olhos de Deus; na verdade não amamos as pessoas, mas apenas o que elas fazem. Porque o amor de Deus tem o propósito de livrar as pessoas do mal, e não se afundar com elas em seus pecados. Por isso, que neste caso não se manifesta o amor do Pai.

A Palavra segue explicando o que há no mundo e que não deve ser amado: porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo (1 João 2.16). O ser humano deseja obter e praticar coisas más; assim como se tornam arrogantes por causa do que tem, ainda que sejam coisas boas. Resumindo, nossa raça gosta de estragar tudo. Pois, os desejos impuros (a concupiscência da carne), revelam que a tentação é um mal extremamente poderoso, pois vem de dentro de nós mesmos; como está escrito em Tiago 1.14-15 (Bíblia A Mensagem):  A tentação nasce dos impulsos incontroláveis dentro de nós. Se cedermos a esses impulsos, logo o pecado mostrará sua cara. E, quando o pecado toma conta da situação, o resultado é a morte. As tentações atuam, principalmente, nas nossas tendências para tipos específicos de pecado; e, se não mortificarmos os desejos da nossa carne, eles viram obras da carne. Em Gálatas 5.19-21 temos uma lista de algumas das obras da carne: Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus (NVI). Então, para piorar, a tentação é fortalecida por influências externas (a concupiscência dos olhos), estamos cercados de coisas que seduzem nossos olhos com o intuito de nos induzir ao pecado. Logo, como um mal leva a outro mal, as coisas complicam ainda mais; pois, normalmente, a pessoa quer se gabar com suas conquistas, a “soberba da vida”, que na tradução NVI aparece como “ostentação dos bens”, que é a maldita idolatria da vaidade. O texto, é claro e direto em afirmar que estas coisas são totalmente do mundo, e que o Pai Eterno não tem nada a ver com isto.

            O convite do Nosso Pai é a eternidade: Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente (1 João 2.17). Diante desta afirmação, é interessante citar novamente João 3.16: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Os que estão em Cristo são eternos. Porque quando vivemos no amor do Pai que restaura o ser humano, crendo e praticando a Palavra que liberta o homem e vivendo no centro da vontade do Senhor Jesus Cristo; significa que a eternidade de Deus, conquistada por Cristo na cruz, brilhou para nós. E assim viveremos para sempre no Paraíso, na Cidade Santa. Logo, na mensagem da Páscoa somos fortalecidos e tomados por esse amor de Jesus Cristo, que se doa por uma humanidade caída; pois o Filho de Deus, diferentemente de nós, não se entregou a soberba da vida, nem a desejos centrados, apenas, em si mesmo. Pelo contrário, foi obediente ao Pai até enfrentar a humilhante morte na cruz, e esta obediência nos deu a vida eterna. Até mesmo porque a desobediência é morte, é podridão, é trevas, é algo limitado, é o rompimento da vida com Deus. Enquanto a eternidade é um dia maravilhoso que nunca acaba, graças a obediência do Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, que quando vivemos em Cristo dois frutos certos são a obediência e a eternidade. Em Jesus somos felizes para sempre!

Marcio Costa Daflon

Aplicação (1 João 2.15-17):

a)     O que João queria dizer com “o mundo” (vv.15-17)? O que significa amar o mundo?

 

b)     Refletindo no v.17, que duas opções uma pessoa tem, e qual é o resultado de cada uma delas? Comente.

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