Igreja, Habitação do Espírito 8 – A Coragem do Espírito Santo
12/08/2017 - 14h17 em Pastoral

Igreja, Habitação do Espírito

8 – A Coragem do Espírito Santo

            Na história, seja de uma forma direta ou indireta, é comum o Cristão ser forçado a negar a sua fé ou a não poder testemunhar acerca do maravilhoso Salvador de nossas vidas, o Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste caso não estamos tratando daqueles que, infelizmente, tem vergonha de testemunhar do Evangelho, mas de nossos amados irmãos e irmãs que de maneira corajosa e abnegada testemunham pela fé do grandioso amor e perdão que receberam de Deus, ainda que estejam sofrendo perseguições ou ameaças tanto de maneira direta ou velada. O fato é que pessoas que tiveram a experiência cristã do perdão de pecados e mantém um relacionamento pessoal com o Salvador Jesus Cristo, não irão segurar para si este valioso tesouro que receberam, pois compartilhar, também, é algo impulsionado pelo Espírito de Deus que habita dentro de nós. O Espírito Santo, além de nos ensinar e capacitar para crer na verdade de Deus, ele não permite que isso fique retido em nós, pelo contrário, nos capacita de maneira extraordinária, para que o servo dele testemunhe com coragem e sabedoria, acerca do amor de Cristo na cruz. É o que podemos ver diretamente nestes versículos: Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus (Atos 4.31); Nós somos testemunhas destas coisas, bem como o Espírito Santo, que Deus concedeu aos que lhe obedecem (Atos 5.32).

            Um resumo desta mensagem, que é impulsionada pelo Espírito Santo e que não pode ficar retida, está registrado no presente texto: O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados (Atos 5.30-31). Isto foi dito pelos apóstolos mesmo depois de serem proibidos de pronunciarem o nome de Jesus, e estas palavras foram faladas face a face, diretamente aos homens que ordenaram a proibição: Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem (Atos 5.27-28).

            Pedro, que antes covardemente tinha negado que conhecia o Senhor Jesus, agora cheio do Espírito é um homem bem diferente, pois junto aos demais apóstolos, declara o porquê de não acatar a proibição de anunciar o nome de Jesus: Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens (Atos 5.29). Creio que isto envolve tanto uma vida de fé, quanto a ética em tudo que fazemos em nossa vida, seja em casa, na escola, no trabalho e nos relacionamentos em geral. E viver a ética do Reino de Deus, envolve enfrentar algumas dificuldades e oposições, que nem sempre vem de fora, mas, também vem por meio das próprias tendências pecaminosas do nosso coração. O que significa que além das setas inflamas de fora, temos que lidar com nossas fraquezas e nossa covardia. Como certa vez li num livro as palavras de I. Howard Marshall: “O custo de ser um cristão é estar disposto a obedecer a Deus antes do que aos homens — e suportar as consequências” (Atos – Introdução e Comentário).

Percebam que os discípulos de Jesus, além de não ficarem amedrontados com as ameaças dos homens, ainda anunciam o Evangelho do Nosso Senhor Jesus, proclamando a necessidade de arrependimento para experimentar o perdão: O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados (Atos 5.30-31). Quando os Apóstolos falam que é o Deus de seus pais, eles estão confrontando os Sacerdotes, que criam no mesmo Deus revelado no Antigo Testamento, mas que estavam tão presos em sua tradicional religiosidade que não abriam o coração para a nova e pura revelação de Deus em Cristo Jesus; e, mais difícil ainda (como é difícil pra todo ser humano, seria admitir seus erros e se arrependerem). E ao mesmo tempo em que eles se defendiam; os Apóstolos, também, pregavam o Evangelho do Cristo que perdoa pecados, o que mostra que o amor gracioso do Senhor Jesus está à disposição até mesmo de seus assassinos. Logo, a missão da Igreja não é apenas apontar o pecado, mas anunciar o arrependimento e o perdão dos pecados, pois Jesus veio para salvar o mundo. Porém, o que é complicado pra muitos é esse negócio de arrependimento. A palavra "arrependimento" é extremamente difícil para aqueles que se acham muito corretos. Eles veem esta palavra como muito ofensiva e difícil de engolir. Mas quem não se arrepende, em nenhuma situação da vida, aí é que torna sua própria vida difícil e insuportável. Pare pra pensar em pessoas que nunca admitem erros? É claro, tomando cuidado para que não seja eu ou você essas pessoas. Como é difícil conviver com gente assim. E estes ainda se tornam críticos de tudo, sem se disporem a ajudar na mudança de vida, seja a deles mesmos ou de outras pessoas. Por isso, é urgente colocar no coração a necessidade de discipular os mais novos na fé e encorajar os irmãos. Pois se não houver disposição para isso, muito provavelmente estaremos utilizando nossos lábios para o oposto. Espalhando histórias terríveis de nossos irmãos, jogando uns contra os outros, detonando todo mundo, e no final vivendo amargurados. Mas ainda assim com um ou outro achando que é o defensor da fé, da verdade e dos bons costumes. Porém, reflita: - quem tem sido salvo do pecado e fortalecido na fé por lábios assim? Ou será que a obra de Cristo no mundo tem sido pequena e falha demais para não sobrar espaço de tempo ou motivação para que seja espalhada ao nosso redor, e assim cooperarmos com o avanço do Reino de Deus? Certamente a obra salvadora e transformadora do Senhor Jesus Cristo tem sido muito grande em todas as gerações, e o que ocorre é que existem olhos que não querem enxergar, preferindo espalhar as más notícias, ao invés do Evangelho (as boas novas do Reino de Cristo). Pense nisso e tome uma atitude, busque ser cheio do Espírito Santo. E que dos lábios saiam palavras semelhantes a dos Apóstolos: O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados (Atos 5.30-31). A fim de ter sempre uma experiência pessoal com Jesus, e simplesmente admitir: “Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos" (Atos 4.20); “Nós somos testemunhas destas coisas, bem como o Espírito Santo, que Deus concedeu aos que lhe obedecem” (Atos 5.32).

Marcio Costa Daflon

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