Igreja, Habitação do Espírito 7) A Vida no Espírito – Atos 2.42-47
27/07/2017 - 16h47 em Pastoral

Igreja, Habitação do Espírito

7) A Vida no Espírito – Atos 2.42-47

E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2.42). A perseverança é essencial na vida da Igreja, diria até mesmo que se a Igreja não tem em seu coração a coragem e a disposição para perseverar, ela perde as suas características de Igreja. Pois, a perseverança é fortalecida, principalmente, em situações adversas, ou seja, continuar firme num quadro que não é dos melhores. E o primeiro fato destacado em Atos 2.42 é a perseverança no ensino dos Apóstolos, a Igreja não despreza a doutrina que vem de Deus. Ainda que a nossa tendência ao pecado e as características deste mundo nos empurre ao contrário. A Igreja segue adiante e persevera na doutrina, no ensino do SENHOR. Ela, também, persevera na comunhão, uma vida em comum. E viver juntos e unidos somente acontece com muita perseverança, afinal na maioria dos momentos, a vida com nossos irmãos é prazerosa e cheia de alegria, mas em alguns momentos ela pode se tornar insuportável, mas a Igreja com muito amor, tolerância, paciência e perdão persevera na comunhão. Assim, como persevera no partir do pão. E vamos levar em conta duas possibilidades: a Ceia do Senhor ou o alimento diário. A Igreja não abandona a mensagem do Evangelho, não abandona sua gratidão a Deus ao se alimentar espiritualmente de Cristo e obedecê-lo na Santa Ceia. Vivendo em santidade e novidade de vida, para honrá-lo. De outro modo, a Igreja persevera em sua bondade e amizade, compartilhando o alimento com o próximo. Logo, a Igreja persevera no partir do pão. Por fim, a Igreja persevera nas orações, ela não mata a sua fé. A confiança em Deus é inabalável na vida daqueles que pela graça experimentam o imenso amor do Pai. A Igreja não se afasta de Deus, pelo contrário, conhece e persevera em conhecer ao Senhor, exercitando a fé nas orações.

Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos (Atos 2.43). Como a vida com Deus não é um peso, mas uma experiência repleta de satisfação e alegria. A Igreja é tomada de um imenso senso de respeito e reverência, chamado na Bíblia de “Temor do Senhor”. E tendo a consciência da onisciência e onipresença de Deus, o Cristão busca viver com dignidade em todos os momentos da vida. Pois, tem a consciência de que o Deus, que tudo sabe e que habita em todo lugar, está sempre perto dos seus filhos, que o respeitam e o reverenciam por sua digníssima, maravilhosa e doce presença. Caminhando com uma vida ética, segundo o padrão do Reino de Deus. E a presença de Deus não somente produzia uma vida de temor em seus discípulos, mas alguns fatos que fugiam a “normalidade” eram comuns na vida da Igreja. São os “prodígios e sinais” que se manifestavam por meio dos apóstolos. Não precisamos agir como “alienígenas” em meio à comunidade que vivemos, mas também não podemos nos envergonhar e abafar as coisas extraordinárias que testemunhamos. Assim, como não devemos enfraquecer a fé e querer eliminar o sobrenatural das nossas experiências. A Igreja não deve ser mentirosa a ponto de inventar “prodígios e sinais” que não aconteceram, assim como não deve propagar que essas coisas não existem ou cessaram, para sermos mais “normais” diante da sociedade. Em alguns momentos da história da Igreja os prodígios e sinais são mais intensos do que em outros, mas segundo a vontade soberana do nosso Deus, eles serão sempre possíveis e acompanharão os que creem. É comum a Igreja esperar grandes coisas de Deus, porém o ensino de um grande missionário deve nos ensinar muito quanto a isso, pois as grandezas de Deus serão experimentadas pelo seu povo em missão: “Espere grandes coisas de Deus, faça grandes coisas para Deus” (William Carey). A Igreja entendia isso, como o versículo seguinte mostra.

Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade (Atos 2.44-45). Algo, também, anormal na vida da Igreja, que é extraordinário, embora não seja sobrenatural, é a bondade e falta de egoísmo. “Tudo era comum”, compartilhar era algo de sua cultura. Uma Igreja amorosa e mais preocupada com as pessoas do que com coisas. Um povo tão avivado que, certamente, explorar os outros não seria algo comum. Pois, quando decidimos colocar os nossos bens a disposição dos outros, o risco de pessoas mal intencionadas querendo explorar, sugar até a última gota, é altíssimo. Até mesmo, porque a Igreja tem dentro dela algumas coisas estranhas e extremamente tristes; porque ao mesmo tempo em que há pessoas que apesar da pobreza querem compartilhar o que tem e, literalmente, se doar, há outros com condição financeira superior que estão sempre atrás de alguma vantagem. Porém, mesmo diante deste risco a Igreja decidiu pela bondade em compartilhar, em se doar, em colocar a disposição dos irmãos, tudo aquilo que eles tinham certeza ter sido um presente de Deus em suas vidas. Eles, com certeza, eram cheios do Espírito Santo.

Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração (Atos 2.46). A devoção a Deus e a comunhão com os irmãos eram constantes durante toda a semana. E para isso, eles contavam com dois lugares estratégicos: o templo e as casas. O templo era o lugar ideal para reunir a multidão dos que creram no Senhor Jesus Cristo. Porém, naquele período, o templo era o lugar de diversas práticas religiosas do Antigo Testamento, como os sacrifícios, por exemplo. Por isso, o local provável do ajuntamento dos cristãos seria algum dos pátios do Templo, local público e comum para a reunião de várias pessoas. E aí, nós aprendemos que mesmo nessa fase de transição do povo de Deus (após o nascimento, morte, ressurreição e ascensão do Senhor Jesus Cristo) o templo é um lugar que não pode ser desprezado, pois a Igreja reunida no templo reforça o sentido de viver sua unidade no mesmo propósito, e como um só corpo segue perseverando. A Igreja de Jerusalém, também, nos ensina que somente o templo não é o bastante, eles precisavam ser mais próximos uns dos outros, se conhecerem mais para cuidarem melhor uns dos outros. A grande reunião no templo não era o melhor lugar para isso, pois apenas na primeira pregação evangelística, aproximadamente três mil pessoas se converteram. Por isso, é fácil concluir que a Igreja toda não se reunia na mesma casa, mas que a Igreja se dividia em vários grupos pequenos nas casas dos irmãos, vivendo a comunhão cristã, a amizade, o evangelho e, também como bons Cristãos, desfrutando de uma maravilhosa refeição juntos. Esta aproximação é essencial para sermos pastores uns dos outros, para acompanharmos e ajudarmos nossos irmãos em suas necessidades, compartilharmos nossos bens e levarmos o evangelho da salvação eterna aos nossos amigos, vizinhos, conhecidos e familiares.

Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos (Atos 2.47). Desse modo, a Igreja, de fato, louvava a Deus. Para a Igreja contar com a simpatia do povo, significava que o seu amor fugia a normalidade. Somos um povo chamado a amar de forma extraordinária, fora do comum, uma citação de Brennan Manning relata muito bem isso: Deus convoca seus filhos a um estilo de vida que vai contra a cultura: conceder perdão num mundo que exige olho por olho ou mesmo pior. Mas, se amar a Deus é o primeiro mandamento e amar ao próximo prova o nosso amor por Deus, e se é fácil amar aqueles que nos amam, então amar nossos inimigos deve ser como um crachá que nos identifica como filhos de Deus (O impostor que vive em mim). E na Jerusalém daqueles dias, repleto de pessoas que gritaram para crucificar Jesus, certamente, o que não faltava eram pessoas para odiar os seguidores de Jesus. Assim, a Igreja com uma conduta pautada na revelação apostólica (a boa Palavra de Deus); vivendo em comunhão com os irmãos; orando e respeitando o Senhor; sendo pessoas de bom coração, caridosas, não egoístas, colocando a si mesmos e seus bens a serviço dos outros; tendo uma devoção a Deus intensa no templo e nas casas, compartilhando suas refeições, amando as pessoas, sendo gente que gosta de gente. Isto, de fato, é louvar a Deus. E não é de se admirar que o povo daquela cidade gostasse tanto da Igreja. Afinal, como não gostar de pessoas desse jeito?

E o resultado era: “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”.

Marcio Costa Daflon

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