Igreja, Habitação do Espírito 6) A Liberdade do Espírito – Atos 2.37-41
13/07/2017 - 21h26 em Pastoral

Igreja, Habitação do Espírito

6) A Liberdade do Espírito – Atos 2.37-41

            Quando anunciamos o nome de Jesus, pode ser que recebamos respostas de incredulidade quanto à existência ou não do Mestre. Mas, dificilmente receberemos respostas que ferem a moral e a integridade do Senhor Jesus. Se Pedro anuncia a Igreja, com certeza as respostas seriam cercadas de acusações. Mas graças a Deus, que a mensagem da Igreja em seu início foi totalmente Cristocêntrica, eliminando qualquer tipo de idolatria humana que poderia existir.

            Assim, quando a Igreja anuncia que o Senhor Jesus Cristo é a esperança da humanidade e confronta os pecados dos homens, coisas grandiosas acontecem: Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? (Atos 2.37). Aquela geração de homens e mulheres tiveram seus pecados confrontados, não restando admitir que seja ativamente ou passivamente tiveram participação na morte do Senhor Jesus. Logo, com o impacto da palavra e do Espírito, compungiu-se-lhes o coração. Que quer dizer que tiveram o coração atravessado; ficaram comovidos. Porque, na realidade, era a espada do Espírito penetrando em seus corações. Pois o discurso dos Apóstolos revelou a bondade e integridade do Senhor Jesus que contrastava com seus corações maliciosos e omissos. Eles sentiram o peso do pecado lhes destruindo. E desta forma queriam saber a alternativa para se libertarem de toda esta pesada condenação, por isso perguntaram: Que faremos irmãos? O impacto daquela palavra pregada por homens cheios do Espírito foi tão grande, que eles nem esperaram os apóstolos falarem o que deveriam fazer; e assim os próprios ouvintes tomaram a iniciativa de querer saber qual era a postura que deveria ser tomada por quem crê no Senhor Jesus de todo coração.

            Desta forma, a resposta do Evangelho diante das indagações do ser humano, não vem para bajulá-lo, mas para confrontá-lo: Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (Atos 2.38). A resposta do Evangelho vai direto ao ponto do problema humano, a fim de que os filhos de Deus não sejam fracos e vivam reclamando de qualquer coisinha. Pois somos salvos exclusivamente pela graça de Deus e os méritos são apenas do Senhor Jesus. Mas isso não significa que a nossa vida pode ser uma grande bagunça, como se fossemos uma família de filhos frescos e mimados, tendo um Pai que se cala diante das nossas desobediências e pirraças. Então, a primeira coisa é arrependei-vos, que é uma mudança na mente que leva a uma mudança de atitudes e de estilo de vida. O cristão é conduzido a repensar a sua vida e se submeter a tudo que está revelado pelo Espírito Santo na Escritura Sagrada, pois está nela o referencial de uma vida de arrependimento. Mas de nada vale uma vida correta sem um compromisso público de fé e submissão ao Senhor Jesus que está contida na expressão: e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo. A Igreja precisa dar o devido valor ao batismo, pois é a expressão pública da aliança de Deus com a pessoa, representando a purificação dos pecados, um lavar regenerador da vida humana, um ato visível de que a pessoa crê em Jesus Cristo e reconhece seus pecados diante da santidade e pureza do Senhor. O batismo é uma expressão pública que cerimonialmente representa o fato de que somos livres do pecado e selados pelo Espírito Santo para a dádiva de sermos filhos de Deus: e recebereis o dom do Espírito Santo (Atos 2.38). O dom é um presente, uma dádiva. Logo, é graça de Deus e não conquista humana.

            E esta promessa de recebermos o dom do Espírito se estende a outros: Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar (Atos 2.39). Podemos aprender muita coisa neste versículo, mas gostaria de destacar o evangelismo e o discipulado. Porque pensando, no fato de que a promessa é para os ouvintes: para vós outros é a promessa; e esta promessa se estende primeiro para nossa casa, que são as primeiras pessoas que evangelizamos e discipulamos: para vossos filhos; e muitas das conversões se dão na relação de filhos de cristãos que crescem aprendendo a amar o Senhor Jesus e a sua Igreja; seguindo adiante com a realidade de que esta promessa não deve ficar presa a nós e a nossa casa, por isso devemos evangelizar e fazer discípulos em todas as nações, pois os eleitos de Deus que estão espalhados em todos os lugares: para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. E esta expressão lembra Romanos 10.17: E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo. Logo, é através de nós que o Senhor chama o restante do seu povo.

            Assim, Lucas (o escritor do Evangelho) resume a pregação de Pedro, pois as palavras seguintes deixam claro que a mensagem foi mais longa do que está escrito: Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa (Atos 2.40). As palavras não registradas serviram ao propósito de testemunhar e encorajar os ouvintes. E estes são alguns dos motivos de que devemos viver em comunidade, a fim de que avancemos. Pois sozinhos não ensinaremos e nem mesmo iremos fortalecer a nós mesmos. E não são as péssimas experiências que alguns tiveram em suas comunidades que anulam esta verdade, pois os primeiros cristãos também tiveram experiências negativas e algumas estão registradas na Bíblia Sagrada, mas eles seguiram adiante amando as pessoas e se esforçando por elas. Devemos reconhecer que somos pecadores perdoados pelo Senhor Jesus, e assim cabe ao Senhor definir como devemos viver e não nós mesmos. E o Senhor Jesus formou uma comunidade de discípulos problemáticos, que ele ensinou a caminharem juntos. Um povo que precisa ouvir a voz do mestre a fim de cumprir o que está escrito: Salvai-vos desta geração perversa. Geração perversa ou corrompida é a geração que rejeita Jesus. Uma coisa que observo nesta geração é o fato de que ela faz questão de contrariar as coisas que são defendidas pela Igreja com base na Bíblia. Quantos são favoráveis ao uso de drogas, a legalização do aborto e a sexualidade livre. Mas quando estão afundadas no vício, normalmente são as instituições cristãs que vão cuidar delas; quando sentem o peso da culpa do aborto é o Senhor Jesus que vai perdoá-las e o Espírito Santo que vai acalmar e consolar seus corações; quando, principalmente as mulheres, se sentem um lixo depois de tanto serem usadas pelos outros sexualmente ou estiverem cheios de consequências negativas pelo mau uso do sexo, normalmente é a Igreja que o Senhor Jesus vai usar para curar e colocar a vida destas pessoas no caminho da felicidade. O que quer dizer que esta geração corrompida em diversos outros assuntos vai dizer pra pessoa fazer o que bem entende, mas é o Senhor Jesus que vai cuidar delas quando tudo for de mal a pior. Até mesmo o simples fato de viver uma vida bem ajustada também é um engano, pois na morte a pessoa não poderá resolver o seu maior problema, porque somente em Cristo há ressurreição e vida eterna. Logo, esta geração corrompida diz para você viver como quiser, mas não fará nada por você diante das consequências desastrosas. E justamente quem disse se arrependam que é o Espírito Santo, é que pode colocar a vida de qualquer um no rumo da vida eterna em Cristo Jesus.

            Mas graças a Deus, o Espírito Santo em sua infinita misericórdia tocou no coração dos ouvintes e os convenceu a crerem no Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas (Atos 2.41). Hoje muitas pessoas são arrogantes porque suas igrejas estão cheias, se sentindo as mais espirituais; e há aqueles que são arrogantes, até mesmo, porque as suas igrejas estão vazias, como se fossem mais fiéis a Palavra e por isso as pessoas estão rejeitando Jesus. Quando, na verdade, este texto simplesmente nos ensina a nos submetermos ao Espírito Santo e é ele quem convencerá as pessoas da verdade. Porque um grande número de adesões a Igreja, também pode ser através de falsas pregações que seduzem os homens em suas ambições. Porém um número baixo de conversões, também não é sinônimo de fidelidade, pois se fosse assim Pedro seria um falso apóstolo, porque poucas conversões podem ser justamente por causa da preguiça, omissão e frieza espiritual da Igreja. Afinal, o que temos que fazer nisto tudo é nos alegrarmos no fato de que o Senhor Jesus está salvando muita gente, e nos colocarmos para sermos usados corajosamente e fielmente do jeito que o Espírito Santo quer. Como Pedro e os Apóstolos fizeram, pois o Senhor ainda tem muito povo escolhido para ser chamado.

Marcio Costa Daflon

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