Igreja, Habitação do Espírito 5) A Mensagem do Espírito – Atos 2.25-36
05/07/2017 - 18h33 em Pastoral

Igreja, Habitação do Espírito

5) A Mensagem do Espírito – Atos 2.25-36

            A mensagem apostólica é completamente centrada no Senhor Jesus Cristo. Os apóstolos não buscam ficar exaltando a própria espiritualidade deles, assim como ensinam o povo de Deus a confiar plenamente em Cristo e não na personalidade de líderes humanos comuns. Pois qualquer grande líder do povo de Deus tem a sua completa dependência no Senhor Jesus, até mesmo aqueles que viveram no período do Antigo Testamento; que viveram na promessa, mas que não chegaram a ver o cumprimento dela na pessoa de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Entre estes grandes líderes têm o Rei Davi, que tinha sua esperança, alegria e sabedoria na doce e real presença do Senhor em sua vida.

Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado (Atos 2.25). Davi falou sobre a doce presença do Senhor, o Deus que está sempre perto de nós, o nosso Companheiro. A intimidade com o Senhor é essencial a todo homem e mulher de Deus. Jesus fez essa promessa: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos (Mateus 28.20). E Davi foi um dos descendentes do Senhor Jesus, ele viveu antes do Senhor se encarnar, morrer e ressuscitar. Ele viveu alimentado pela promessa, enquanto nós já vivemos o cumprimento da promessa, aguardando apenas a consumação final desta promessa no dia do retorno de Cristo. A presença do Senhor é o nosso equilíbrio, é o que mantinha Davi sem ser abalado pelos açoites que recebia na vida. E o mesmo acontece com cada um de nós, pois a certeza de que a doce presença de Jesus nos acompanha é a maior fonte de ânimo da nossa vida. Porque passando pelas adversidades, podemos chegar a duas conclusões opostas. Uma seria achar que o Senhor nos abandonou, e assim nos entregarmos a todo tipo de murmurações; e a outra seria entender que faz parte da nossa limitação humana passar por aflições e crer na afirmação do Senhor Jesus: Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (João 16.33).

Esta doce presença do Senhor conduziu Davi a uma fé inabalável: Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença (Atos 2.26-28). Ao desfrutar da doce presença do Senhor Davi reconhece que Ele é o Deus de toda alegria e sabedoria. Assim Davi diz que pode morrer em paz. Ele, novamente, faz questão de destacar que a doce presença do Senhor é o grande diferencial de sua vida. Porque de Jesus vem toda a sabedoria e alegria. Provavelmente, se não experimentamos alegria na oração, adoração, reflexão da palavra, evangelização, amor ao próximo, comunhão e celebração da Ceia do Senhor, talvez seja porque não desfrutamos de fato do prazer e da sensação da doce presença do Senhor Jesus. Porque Jesus sempre está perto de nós, porém é característica humana rejeitar esta imensa dádiva. Afinal, se não formos prudentes, podemos pensar que as coisas de Deus roubam a nossa alegria. Pois ocupam por completo a nossa vida. Porém, a profecia de Davi afirma que justamente usando a sabedoria que vem de Deus (conhecer os caminhos da vida) é que fará o ser humano experimentar em plenitude a alegria da presença de Deus. Porque esta alegria não será temporária, mas eterna.

O grande diferencial da alegria e sabedoria do Senhor é a eternidade, pois se essas coisas forem buscadas na personalidade humana, certamente morrerá e fracassará com o tempo. Por isso, Pedro compara a grande diferença entre um Grande Rei humano e pecador com o Grande Rei humano e sem pecados, que é o Senhor Jesus: Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje (Atos 2.29). A Salvação e a ação do Espírito não são centradas na personalidade humana. O Grande Rei Davi é apenas um homem morto, ele não pôde ser o salvador nem de si mesmo. Pedro diz que fala isso claramente (no original grego significa com ousadia de falar, franqueza, liberdade no falar, confiança, coragem). O Apóstolo afirma a limitação dos profetas. Observe como Pedro faz questão de falar sobre a morte de Davi: está morto, sepultado e o túmulo ainda estava ali em seus dias. Isto deixa claro sobre a profecia de Davi que diz no v.27: nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Logo, é óbvio que Davi não falava sobre si mesmo, mas sobre Jesus. Porque Davi morreu, está enterrado e seu corpo sofreu decomposição como o de qualquer ser humano. E, por isso, a grande alegria de Davi estava em Cristo, pois a carne dele descansaria com esperança (v.26) e a sua alma não ficaria no poder da morte (v.27).

            Tudo isto leva a total dependência e gratidão pela bondade divina: Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção (Atos 2.30-31). Pedro na sabedoria do Espírito interpreta a profecia de Davi, mostrando que oposto à limitação de Davi, que está morto e continua sepultado, está o Nosso Senhor Jesus. Pois o corpo do Salvador não experimentou a podridão natural que acontece com todo corpo morto: Jamais sentirei o cheiro da morte (Atos 2.27 A Mensagem). Porque o corpo daquele que não tem pecados, que não tem a podridão na alma, também apesar da morte não experimentou apodrecimento no corpo. Toda a mensagem do Espírito é centrada em Cristo. Mesmo o Rei mais honrado e famoso dentre todos os reis israelitas não é nada diante do Rei dos reis, do Rei do Universo. A mensagem do Espírito quebra toda idolatria humana e conduz todos os homens a Cristo. E Davi teve o privilégio de estar na descendência do Senhor Jesus, por isso lhe foi prometido por Deus que o trono estaria para sempre na família dele. Logo, não é por acaso que Jesus era chamado, também de Filho de Davi. Isso mostra a bondade e misericórdia de Deus, ao dar esta grande honra a Davi, que embora tenha caído em graves pecados, sempre se colocou em total sinceridade e submissão a Deus.

            Assim, os Apóstolos estão conduzindo a Igreja a centralizar sua confiança na eternidade apenas em Cristo e mais ninguém, nem mesmo nos reis, sacerdotes, profetas e apóstolos. Somente Cristo: A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis (Atos 2.32-33). Estas palavras estão sendo pronunciadas por Pedro em conjunto com os outros Apóstolos. Quando ele diz que todos nós somos testemunhas da ressurreição de Jesus, possivelmente esteja se referindo aos doze apóstolos, contudo é possível que dentre os ouvintes também estivessem várias testemunhas, uma vez que o Senhor Jesus foi visto após a ressurreição por mais de 500 pessoas. Como afirmou o Apóstolo Paulo: Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo (1 Coríntios 15.3-8). Diante disso tudo, também podemos aprender muitas coisas sobre a autoridade e a confiança de quem fala. Porque o Apóstolo Pedro apresenta seus argumentos na autoridade do Espírito, assim como na certeza de que os ouvintes podiam confiar nas palavras dele e dos demais apóstolos. E este argumento se fortalecia ainda mais, por causa, das várias testemunhas da ressurreição que estavam no meio do povo. Porque se estes fossem homens de moral duvidosa, com fama de mentirosos e oportunistas, certamente não teriam o crédito em afirmar que eram testemunhas de confiança, muito menos ao afirmar que alguém voltou dos mortos. E esta verdade resistiu a todas as tentativas de desmoralização na história e chegou até os nossos dias. Porque a verdade de Deus é inabalável.

            E outro detalhe da mensagem, é que Jesus não está apenas vivo em algum lugar; mas que continua trabalhando e agindo em nossas vidas. Pois foi Ele que batizou a Igreja com o Espírito Santo, proporcionando as coisas maravilhosas que eles tinham acabado de presenciar. Todo o poder está centrado em Cristo, nada tem o seu início no ser humano. Isto foi dito de forma belíssima por João Batista, quando alguns acharam que ele seria o Cristo, o Salvador: Mas João disse a todos: — Eu batizo vocês com água, mas está chegando alguém que é mais importante do que eu, e não mereço a honra de desamarrar as correias das sandálias dele. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo (Lucas 3.16 NTLH).

            É nessa força que trilhamos a nossa vida: Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés (Atos 2.34-35). É a nossa condição atual. Aguardando o Grande Dia da volta do Senhor Jesus, o dia que o Senhor derrotará de uma vez por todas os seus inimigos e viveremos eternamente com Ele. Porque Ele é a própria vida, o Rei Soberano sobre todas as coisas: Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo (Atos 2.36). É Ele quem dá as ordens, porque é o Senhor. É Ele quem salva, porque é o Cristo, o Ungido de Deus.

Marcio Costa Daflon

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